Política

Pivetta e entidades começam fazer plano para agilizar qualificação de mão de obra; empresas contratam mais de 2 mil

O vice-governador Otaviano Pivetta reuniu-se com dirigentes das principais lideranças de entidades que promovem a qualificação profissional no Estado (Fiemt, Fecomércio, IFMT, Unemat, Sebrae, Senai, Senar, Famato, Senac, Secitec e Seduc) para elaborar um plano de preparação de mão de obra, desenvolver um conjunto de ações para que os jovens que estão no ensino médio, além dos que buscam oportunidades para que recebam preparo e qualificação, conforme as vagas de emprego disponíveis no mercado.

Há uma série de ofertas de trabalho no setor técnico, que não estão sendo preenchidas pela falta de habilitação. Só na semana passada, o SINE foi procurado por indústrias e empresas que estão contratando de forma imediata mais de 2 mil funcionários.  “É notório como faltam diversos perfis de mão de obra técnica e de outro lado temos gente com diplomas universitários, que muitas vezes estão sem emprego ou fora da área em que se formou”, manifestou.

As entidades e o governo atuarão como grupo de trabalho que operará de forma conjunta para construir soluções eficientes e coordenadas na qualificação de jovens, dos adultos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e demais pessoas que estiverem à procura por certificação profissional. O plano com as propostas deverá ser apresentado nos próximos dias ao governador Mauro Mendes.

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Gustavo Oliveira, reforçou apoio a iniciativa de Pivetta. “A Fiemt sabe o que fazer, mas não sabe o que os outros vão fazer. Nesse sentido, a proposta do vice-governador é extremamente inteligente em nos reunir aqui, pois nos provoca a olharmos conjuntamente esse cenário. Tem o nosso total apoio”, afirmou Gustavo.

De acordo com o secretário executivo da secretaria de Estado de Educação, Amauri Fernandes, Mato Grosso conta hoje com cerca de 30 mil alunos matriculados nos anos finais escolares e que possuem faixa etária entre 15 e 18 anos. “Um público que precisa de renda salarial, está apto a trabalhar, mas sem atuar ainda por não possuir a capacitação que o mercado exige. E isso, diante de um cenário mercadológico que está cada vez mais exigente, dinâmico e tecnológico”, disse Amauri.

Para Marcus Taques, pró-reitor do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), a importância do grupo de trabalho tem como ponto essencial evitar o desperdício de recursos. “É fundamental que tenhamos essa clareza da atuação de cada instituição presente hoje no propósito de qualificar a mão de obra, mas sem que criemos sombras de atuação entre as nossas soluções e públicos. Vamos somar forças”.

Só Notícias (foto: Só Notícias/arquivo)