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Postos não são vilões, diz gerente sobre novo aumento dos combustíveis

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (10) novo aumento nos preços de gasolina e óleo diesel. O consumidor acabou recebendo, quase de imediato, os preços nas bombas de combustível. Porém, os postos de combustíveis não são os vilões nessa história. A opinião é de um profissional que atua num dos comércios de Lucas do Rio Verde.

Sob a condição de ter a identidade preservada, ele aceitou conversar com a reportagem do CenárioMT. Ele apresentou comprovantes de compras e declarou que os postos de combustíveis já encontravam dificuldades para adquirir produtos já no início desta semana, às vésperas do aumento anunciado. Quando encontravam gasolina e diesel, os empresários não conseguiam adquirir na quantidade desejada, sendo racionada sua aquisição.

Ainda conforme o gerente, no mesmo dia do anúncio do reajuste, as distribuidoras repassaram na sua totalidade os aumentos divulgados pela Petrobras.

Postos de combustíveis não são vilões

“O ramo de postos de combustíveis é sem dúvida o mais fiscalizado e exigido por diversos órgãos”, observou o profissional. Ele assinalou que Inmetro, Procon, ANP, Ibama, Sema, Corpo de Bombeiros, Prefeitura, Vigilância Sanitária, Ministério do Trabalho e Sefaz são alguns dos órgãos que fiscalizam a atividade. “Essas empresas vêm encontrando muitas dificuldades para manter as atividades, podendo ser visto pela quantidade de postos que estão fechando as portas ou sequer iniciando as atividades”, lamentou.

Por esses e outros motivos, o gerente fez questão de destacar que esse segmento comercial não deve ser observado como vilão. “Definitivamente os postos de combustíveis não são os vilões da história, abrindo os preços de compra da gasolina e diesel que chegam aos postos a aproximadamente R$ 6,80 a R$ 7,00 no dia de hoje”, descreveu.

Ainda conforme o gerente, o etanol já era vendido pelas distribuidoras na quarta-feira (09) a R$ 4,60, movido pela alta do mercado.

Ele observa que esse comportamento do mercado reduz a margem de lucro, dificultando a atividade. “Afinal é dessa margem, cada vez mais reduzida, que são tiradas todas as despesas operacionais com funcionários, impostos, taxas, manutenções. O reflexo é que isso vai deixando o combustível caro e inviável para o empresário e também para o consumidor final”, lamenta.