Polícia

Alvos de operação em MT tiraram fotos com fuzis no RJ

O inquérito da Operação Ragnatela apresentou fotos do promotor de eventos Jardel Pires, da blogueira Stheffany Xavier e da funcionária de bar Kamilla Bertoni ostentando fuzis enquanto estavam de viagem no Rio de Janeiro.

O trio faz parte da lista de investigados em um esquema de lavagem de dinheiro para uma facção criminosa. O crime acontecia por meio da realização de shows de artistas nacionais da capital para lavar dinheiro para o Comando Vermelho.

As imagens, segundo a Polícia, foram tiradas em uma comunidade do Rio de Janeiro, local de origem da facção investigada na operação. Em um dos áudios analisados no inquérito, o empresário Willian Aparecido da Costa Pereira, apelidado de “Gordão”, debocha do jeito que Jardel segura o fuzil.

“Cara, esse filha da puta não leva jeito nem pra segurar um fuzil né, cara? Ô cara praguejado esse Jardel, né? Olha aí como que ele está segurando o bico cara”, ironiza o empresário. A foto foi tirada no dia 9 de janeiro de 2022 .

A blogueira Stheffany Xavier, que tem mostrado tranquilidade quanto a questão nas redes sociais, e a funcionária do Dallas Bar, Kamilla Bertoni, também aparecem em registros ostentando as armas de grosso calibre.

“Portando armas de grosso calibre, tipo fuzil, possivelmente em comunidades da cidade do Rio de Janeiro, o que elimina qualquer dúvida sobre a vinculação com a facção criminosa”, diz trecho de documento.

Operação Ragnatela 

A Operação cumpriu oito mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Mato Grosso e Rio de Janeiro, além do sequestro de imóveis e veículos, bloqueio de contas bancárias, afastamento de servidores de cargos públicos e suspensão de atividades comerciais.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá. O esquema seria chefiado por Joadir Alves Gonçalves, conhecido como “Jogador”, que foi preso.

Também estão entre os alvos Willian Aparecido da Costa Pereira, que era proprietário do antigo Dallas Bar, Jardel Pires e o vereador Paulo Henrique (MDB). O parlamentar foi alvo apenas de um mandado de busca  e apreensão, bem como outros servidores públicos que fariam o elo para facilitar o acontecimento dos negócios.

A operação foi realizada pela Ficco-MT (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), que é composta por Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar de Mato Grosso.